O chefe do Departamento de Polícia de Patrulha da Ucrânia, Yevhen Zhukov, afirmou ter apresentado uma queixa formal sobre sua demissão após o ataque terrorista no distrito de Holosiivskyi, em Kyiv.
Ele anunciou isso em sua publicação no Facebook, explicando a decisão como sendo de responsabilidade pessoal pelas ações de seus subordinados.
Segundo Zhukov, durante o incidente, dois policiais de patrulha agiram de forma “não profissional e indigna”, não souberam lidar com a situação, não confrontaram o agressor e abandonaram os cidadãos feridos. Ele enfatizou que tal comportamento é inaceitável tanto para os próprios policiais quanto para todo o sistema.
"Estou à frente do Departamento de Polícia de Patrulha da Ucrânia desde 2015 e sei o que significa responsabilidade para com o pessoal. Por isso, tomei a decisão de apresentar um pedido de demissão do meu cargo. Acho que será justo", observou Zhukov.
Ao mesmo tempo, ele enfatizou que esse incidente não caracteriza toda a força policial como “ruim, inexperiente e ineficaz”. Segundo ele, milhares de policiais realizam trabalhos difíceis e perigosos todos os dias: resgatando pessoas, trabalhando durante evacuações, detendo criminosos e participando de operações de combate.
Zhukov também observou que a avaliação final das ações dos policiais de patrulha deve ser feita pela investigação e pela apuração interna. Ele enfatizou que o líder é responsável não apenas pelos sucessos, mas também pelos fracassos.
Ele agradeceu separadamente ao Ministro do Interior, Ihor Klymenko, ao Chefe da Polícia Nacional, Ivan Vyhivskyi, e a todos que se manifestaram sobre a situação pelo apoio.
Conforme relatado pelo ThePublic, o ataque terrorista no distrito de Holosiivskyi revelou o que especialistas vêm dizendo há anos: a falta de treinamento de combate real para policiais de patrulha e uma crise de gestão dentro do departamento. O ThePublic analisou como a polícia de patrulha se desenvolveu e por que a reforma, que começou com um alto nível de confiança, acabou no epicentro do escândalo mais notório de toda a sua história.
Aqui estão os principais pontos do anúncio de sua renúncia:
Principais motivos e detalhes da demissão
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Responsabilidade pessoal: Zhukov enfatizou que, como líder, ele é responsável não apenas pelos sucessos, mas também pelos fracassos de seus subordinados.
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Ações dos policiais de patrulha: O motivo foi a resposta inadequada da polícia durante o ataque terrorista. Segundo Zhukov, eles:
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Eles agiram de forma pouco profissional.
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Eles não entraram em combate com o agressor.
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cidadãos feridos deixados sem assistência, o que constitui uma grave violação do juramento.
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Justiça: Ele considerou a apresentação do relatório uma "decisão justa", dada a gravidade das consequências do incidente.
Posição sobre o sistema do Ministério do Interior
Apesar das críticas ao caso específico, Zhukov defendeu a instituição:
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Não generalize: Ele enfatizou que o comportamento vergonhoso de dois funcionários não deve lançar uma sombra sobre os milhares de oficiais que arriscam suas vidas diariamente, participando de operações de combate e evacuações.
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Investigação: Os pontos finais sobre o "i" devem ser colocados por uma investigação oficial e pelas agências de aplicação da lei.
Contexto e críticas à reforma
Edição O público Observa-se que esse incidente se tornou um catalisador para a discussão de problemas profundamente enraizados que vinham se acumulando há anos:
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Crise de treinamento: Falta de treinamento tático e de combate real para policiais de patrulha atuarem em condições extremas (ataques terroristas, ataques armados).
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Problemas de gestão: Deficiências sistêmicas na gestão do departamento, que surgiram devido à situação de crise.
Importante: Yevhen Zhukov chefiava a polícia de patrulha desde sua criação em 2015. Sua renúncia, na verdade, levanta a questão da necessidade de uma nova etapa de reforma da estrutura em um contexto de guerra e aumento das ameaças terroristas.

