Os ucranianos terão que conviver com cortes de energia por pelo menos alguns anos, já que o sistema elétrico está seriamente danificado e não possui reservas suficientes. A situação mais crítica atualmente se encontra nas grandes cidades e regiões fronteiriças, com previsão de picos de apagões no inverno e no verão.
A declaração foi feita pelo diretor do Centro de Pesquisa de Energia, Oleksandr Kharchenko, em um comentário. TelégrafoSegundo ele, os cortes de energia podem ocorrer a qualquer momento durante pelo menos os próximos anos.
O principal problema é o esgotamento físico da infraestrutura. Não apenas as usinas de energia são danificadas, mas também as redes de distribuição, transformadores e nós dos quais depende o abastecimento de centenas de milhares de consumidores.
A situação é tal que um único transformador pode abastecer de 100 a 300 mil famílias, e sua avaria ou dano deixa grandes áreas sem energia elétrica. Ao mesmo tempo, muitas vezes simplesmente não há capacidade de reserva.
Na verdade, o sistema está operando "no limite", sem margem de segurança suficiente, e mesmo sem novos ataques, desligamentos de emergência são possíveis. Mesmo com a disponibilidade de financiamento e assistência técnica, a restauração completa do sistema elétrico levará anos.
Segundo o especialista, o período mínimo é de cerca de três anos. E a razão para isso não é apenas financeira, pois existem limitações técnicas objetivas. A produção e a entrega dos equipamentos levam tempo, e instalações energéticas complexas não podem ser restauradas “em poucos meses”. Em outras palavras, mesmo com recursos máximos, não é possível acelerar esses processos significativamente.
Os maiores riscos de interrupções no fornecimento de energia estão em regiões com alto consumo, que sofreram danos significativos e estão localizadas mais próximas das zonas de ataque. Essas regiões incluem:
Kyiv;
Odessa;
Região de Kharkiv;
Região de Sumy;
Região de Chernihiv.
É aqui que o sistema opera com a carga mais alta e a menor margem de segurança. Em particular, existem dois períodos em que a carga no sistema elétrico aumenta acentuadamente:
inverno – devido ao aquecimento e ao consumo máximo;
Julho-agosto – por causa dos aparelhos de ar condicionado e do calor.
Durante esses períodos, os intervalos de fornecimento de energia podem se tornar mais severos e prolongados. O cenário otimista prevê uma melhora gradual ao longo de vários anos. No entanto, não se espera um rápido retorno à normalidade.
Mesmo assumindo a completa estabilização da situação, o sistema precisa de tempo para se recuperar, modernizar e criar reservas. Sem isso, qualquer carga levará novamente a falhas.
Conforme relatado anteriormente pela OBOZ.UA, o chefe do Gabinete Presidencial, Kyrylo Budanov, declarou sobre os sérios problemas no setor energético da Ucrânia. Segundo ele, o país enfrenta um grande déficit de eletricidade e, por isso, a próxima temporada de aquecimento, em 2026-2027, será difícil.
Este artigo pinta um quadro bastante preocupante e, francamente, difícil para todos nós. A situação no sistema energético da Ucrânia permanece crítica, e as previsões dos especialistas indicam que A escassez de eletricidade será nossa realidade pelo menos até 2028-2029..
Aqui estão as principais teses do material que o ajudarão a compreender a dimensão do desafio:
Por que isso levará anos?
O principal motivo não é apenas o bombardeio, mas também termos técnicos de restauração.
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Ciclo de produção: A produção de transformadores e turbinas potentes leva de 9 a 18 meses.
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Falta de reservas: O sistema opera “sobre rodas”. Qualquer falha em um nó que fornece energia para centenas de milhares de pessoas leva imediatamente a interrupções no fornecimento, porque muitas vezes é impossível transferir os consumidores para linhas de reserva — elas foram destruídas.
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Período de estabilização: A recuperação total e a criação de uma margem de segurança levarão pelo menos 3 anos.
Onde a situação é mais difícil?
Os riscos estão distribuídos de forma desigual. As grandes cidades com mais de um milhão de habitantes e as áreas da linha de frente são as mais afetadas:
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Kyiv e Odessa: Consumo elevado e diagrama de nós complexo.
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Regiões de Kharkiv, Sumy e Chernihiv: Proximidade da fronteira e pressão constante sobre a infraestrutura.
Períodos críticos
Especialistas em energia identificam dois "picos" em que os cronogramas serão mais apertados:
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Julho – Agosto: Devido ao uso generalizado de aparelhos de ar condicionado durante o calor.
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Inverno: Devido à época de aquecimento e às poucas horas de luz do dia.
Importante: Próxima temporada de aquecimento 2026-2027Segundo as autoridades, essa poderá ser uma das mais difíceis devido à escassez acumulada e ao desgaste dos equipamentos.
Isso exige de nós não apenas paciência, mas também adaptação – desde a instalação de painéis solares e sistemas de armazenamento de energia até o hábito banal de carregar baterias portáteis com antecedência.

